Você sabia que um erro no pedido de aposentadoria pode te custar milhares de reais ao longo dos anos?

Infelizmente, é muito comum ver segurados cometendo enganos por falta de informação ou por confiar cegamente em simulações automáticas do INSS. Neste post, vou listar os principais erros que acompanho no dia a dia — e te mostrar como evitá-los.

1. Confiar apenas no simulador do INSS

Muita gente acessa o simulador de aposentadoria do INSS e acredita que aquela previsão é 100% confiável. Mas a verdade é que o sistema é limitado.

Exemplo real: Um cliente me procurou depois que o simulador disse que ele só se aposentaria em 2028. Com uma análise detalhada, descobrimos que ele tinha tempo especial não reconhecido. Resultado: conseguiu se aposentar em 2024, com valor melhor do que esperava.

O simulador não considera tempo especial, vínculos rurais, atividades concomitantes nem salários corrigidos. Ele apenas calcula com base no que está registrado — certo ou errado.

2. Não revisar o CNIS antes de pedir o benefício

O CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) é a base do cálculo da aposentadoria. E ele frequentemente apresenta falhas.

Exemplo real: Uma contribuinte rural tinha anos de atividade agrícola registrados apenas em bloco de notas e declarações. No CNIS, essas informações não apareciam. O pedido foi indeferido por falta de comprovação do tempo. Após revisar o processo, organizamos a documentação e ela conseguiu a concessão em recurso.

3. Ignorar tempo especial ou rural

Atividades em ambiente insalubre ou na zona rural muitas vezes permitem contagem diferenciada, o que antecipa a aposentadoria ou aumenta o valor do benefício.

Exemplo real: Um segurado que trabalhou como eletricista de alta tensão por 15 anos conseguiu converter esse período em tempo comum com fator de multiplicação. Isso antecipou a aposentadoria em quase 3 anos.

4. Pedir a aposentadoria no momento errado

Nem sempre o melhor momento para pedir o benefício é “assim que completa o tempo mínimo”. Existem casos de direito adquirido a regras antigas que são mais vantajosas, mesmo após a Reforma da Previdência.

Exemplo real: Uma professora com 52 anos poderia se aposentar com fator previdenciário. Mas ao esperar 7 meses, ela atingiria o pedágio de 100% e conseguiria o benefício integral, sem redutor. Fizemos o planejamento e ela escolheu esperar — e hoje recebe um valor mais alto.

5. Não contar com a ajuda de um especialista

Muitos segurados pedem o benefício sozinhos, mas acabam enfrentando indeferimentos, cálculos errados ou escolhas ruins de regra.

Exemplo real: Um empresário rural com MEI e contribuições esporádicas foi orientado por um conhecido a pedir aposentadoria por idade. Ao revisar o caso, percebi que ele poderia fazer uma complementação retroativa e se aposentar por tempo de contribuição, com benefício superior em mais de R$ 1.000,00 mensais.

Conclusão: prepare-se para não perder dinheiro

A aposentadoria é um direito, mas a forma como você exerce esse direito faz toda a diferença. Um pedido mal formulado pode significar um benefício negado ou uma renda vitalícia muito menor do que a que você realmente teria direito.

Se você quer evitar prejuízos e garantir a melhor aposentadoria possível, eu posso te ajudar.

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